sábado, julho 19, 2008

Lost in Translation


E se um dia descobrir que a só a insatisfação é permanente? E se um dia perceber que a paixão dura um segundo? E se um dia tiver a perfeita noção que o amor é um lugar tão estranho que a muito poucos é dado o privilégio da permanência? E se as dúvidas nunca terminarem? E se a fidelidade for uma utopia? E se o meu espaço não puder ser partilhado? E se o meu egocentrismo vencer sempre? E se tu não existires? E se fores apenas produto da minha imaginação? E se o meu optimismo estiver errado? E se, para além disto, não existir mais nada? E se eu nunca conseguir dizer «nós»? E se a vida for só dois dias e não conseguirmos ter sequer tempo para tomar um café? E se eu nunca for capaz de o dizer? E se, quando te encontrar, não tiver chegado o momento certo? E se esse momento já tiver passado? E se já nada fizer sentido? E se não conseguirmos dizer nada? E se não podermos fazer nada? E se formos, de novo, separados? E se nenhum de nós for capaz de compreender? E se só eu perceber? E se fizermos confusão? E se o sentido das palavras que trocarmos ou não dissermos ficar perdido na tradução? E se…

6 Comments:

Blogger The White Scratcher said...

As vezes parece-me de conhecer as respostas a todas estas perguntas. As vezes parece que já vivi demasiado e já ter algumas destas respostas assusta bastante.

Precisamos sempre de sentir tudo com a alma para nos fazer sentir vivos?

Descobri hoje o teu blog, posta com mais frequência, que todos nos precisamos de sentir mais para não deixar secar o coração.

Obrigado

12:25 da manhã  
Blogger Ala de colibri said...

Talvez sea cierto eso de que el amor es un lugar extraño, uno efímero, uno que al ser divisado se esfuma rápidamente.
Jo! me cuesta decirlo, me cuesta aceptarlo, pero ese "nosotros" es una de las palabras más caras que conozco. Puede que nunca consigamos decir "nos", también puede que los sentimientos, "nuestros" sentimientos se pierdan en el mundo de las traducciones.

11:21 da manhã  
Blogger Inês said...

E se, e se, e se... No plano do amor certo eu acredito que já não existe o se. Só o sim:)
Gosto muito do teu blog Catarina, gosto muito da maneira como escreves, és uma verdadeira escritora!

11:36 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Mesmo num texto de dúvida e controvérsia,a clareza do teu pensamento e a leveza das tuas palavras fazem caiar a vida de cores mais vivas...
Beijo Catarina. Leitão

7:23 da tarde  
Blogger gi said...

muito bem Catarina! a única palavra que me vem à cabeça para este texto é LINDO! muito obrigada.
prazer em ler-te.
beijo

9:02 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

existe um requisito fundamental para se perceber este filme, para se perceber a Sofia (aliás, estava também presente no seu primeiro filme. reflecte-se nas músicas escolhidas, na fotografia transmitida, está lá em todo o filme

sentimento de sentir que não se sente mas que se sente profundamente

o filme não nos deixa questões, elucida-nos!

o título traduzido para a lingua portugueas é de uma tremenda infelicidade...

11:44 da manhã  

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